Dr. Felipe Porto: a medicina personalizada está transformando a forma de tratar a obesidade
Quem já tentou diversas dietas sabe que nem sempre a estratégia que funciona para uma pessoa produz o mesmo resultado em outra. Essa diferença tem uma explicação científica e está diretamente relacionada às características individuais de cada organismo.
De acordo com o Dr. Felipe Porto, médico com atuação em emagrecimento, reposição hormonal e saúde metabólica, não existe um protocolo universal quando o assunto é perda de peso.
“A medicina evoluiu justamente para entender que pessoas diferentes possuem necessidades diferentes. O tratamento começa pela investigação, não pela prescrição.”
Antes de definir qualquer estratégia, é fundamental avaliar exames laboratoriais, histórico clínico, composição corporal, rotina, qualidade do sono, alimentação, atividade física e até aspectos emocionais que podem interferir no metabolismo.
Essa abordagem personalizada permite identificar fatores frequentemente silenciosos, como resistência à insulina, alterações da tireoide, deficiência de vitaminas, baixa testosterona nos homens, alterações hormonais femininas e processos inflamatórios que dificultam o emagrecimento.
Segundo o médico, muitos pacientes chegam ao consultório frustrados por acreditarem que o problema é apenas falta de esforço ou disciplina. Na realidade, muitas vezes o organismo precisa de ajustes que ainda não foram identificados ou tratados adequadamente.
“Não é raro encontrarmos pessoas que seguem uma determinada dieta, treinam regularmente e, ainda assim, não conseguem evoluir porque existe um fator biológico impedindo essa resposta.”
Outro diferencial da medicina personalizada é acompanhar continuamente a evolução do paciente. Ajustes na alimentação, na prática de exercícios, nos medicamentos e até na suplementação fazem parte de um processo dinâmico, construído conforme as respostas do organismo.
O Dr. Felipe Porto destaca que emagrecer vai muito além da estética. A perda de gordura reduz o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, apneia do sono, hipertensão, esteatose hepática e diversas outras condições relacionadas à obesidade.
“O maior resultado não aparece apenas no espelho. Ele aparece na disposição, na melhora dos exames, na qualidade do sono, na autoestima e na prevenção de doenças.”
Para ele, o sucesso do tratamento depende da parceria entre médico e paciente. Informação, acompanhamento próximo e metas realistas tornam o processo mais seguro e muito mais sustentável.
“A transformação verdadeira acontece quando o paciente entende que está cuidando da própria saúde, e não apenas tentando perder alguns quilos.”
A medicina do emagrecimento deixou de oferecer soluções prontas. Hoje, ela oferece algo muito mais valioso: um caminho construído para cada pessoa, respeitando sua história, seu organismo e seus objetivos.
